lunes, 30 de mayo de 2016

Brasil canta e dança com o ar e a luz, Um verdadeiro conto de fadas: O colar da pedra de esmeralda. Julio E. Correa

The Blog Art & the Environment is issued quarterly during this year 2016 in different languages aiming to encourage cultural diversity as means of communication on topics that are embodied by diverse national politics –Brazil’s in this case- on the matters holding the arts and the environment.

Por outro lado, seis meses antes, a presidente do Brasil Dilma Rousseff apresentou nas Nações Unidas uma proposta para deter a mudança no clima do Planeta, de reduzir as emissões de gases que causam o aquecimento da atmosfera; diminuendo drasticamente a queima de combustíveis e florestas, “O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. E nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos”, falou Dilma. O uso de métodos de monitoramento eletrônico para espionagem dos governos e populações mundiais reproduz em forma sutil os antigos programas militares de inteligência que desenharam apoio de ditaduras militares com meios políticos e policiais seno práticas estendidas de maus tratos, tortura e maciço desaparecimento de pessoas em vários países de Latino América (Para atingir essas metas nos dos próximos anos, o Brasil pretende reduzir a zero o desmatamento ilegal na Amazônia e aumentar a parte das fontes renováveis na geração de energia elétrica (2). O antecedente não ilusório desta presidenta combativa pelas causas humanas além das fronteiras foi o programa "Luz Para Todos", que deu prioridade às regiões do Brasil de baixo desenvolvimento humano e famílias com renda de até três salários mínimos. Esse programa foi lançado em novembro de 2003 e seis anos depois, na região Nordeste do Brasil que recebeu 49% das ligações do programa, pela primeira vez ultrapassou o Sul no consumo de energia elétrica (3).
O sentido simbólico da luz se associa a descobrimento da verdade e aquisição de sabedoria: para ler temos necessidade de boa luz. Nesse caminho da leitura como arte e aquisição da sabedoria Dilma Rousseff adquiriu cedo o gosto pela leitura, incentivada pelo pai que tinha emparentamiento e amizade com círculos poéticos e literários, que freqüentou na década de 1920 em Bulgaria prévio da imigração ao Brasil (3).
O papel da literatura no desenvolvimento da identidade pessoal e desempenho pessoal (4) proporcionam um lugar de defesa da história pessoal/ familiar/ cultural que ajuda "resistir melhor" o ataque da cultura dominante, atualmente caracterizada pela "cultura global" cyber comercial/militar; enquanto doar a possibilidade de co-construir essa história pessoal/ familiar com a diversidade de outras realidades culturais, de acordo com a aquisição das habilidades e orientações ao longo do passo de tempo das leituras, crescimento, experiências e encontros feitos a fim de atingir a "integração da história pessoal" e avançar para o "desenvolvimento de uma identidade plural, flexível e aberta" (5). A integração nos espaços interculturais das atitudes e capacidades variáveis ​que contribuem ao desempenho no desenvolvimento da própria cultura seria paralela aos desenvolvimentos pessoais. Deste ponto de vista, a construção narrativa se desenvolve no contexto de equipe-família e grupos sociais naturais -grupos pequenos- (6), que evolui em concorrência com as construções narrativas de ordem social e cultural num desafio inter-cultural "babélico" constante, que os grupos de poder político e religioso tentam de administrar para gerenciar através de histórias egocêntricas dos reis e de outros lideres sociais a submissão das populaçoes e das seus histórias que persistem em negar, para desmentir de facto a participação construtiva dos outros (7). Hoje o poder de intromissao dos meios eletrónicos sobre a vidas pessoais dissemina métodos criminais de tortura que poem em perigo nao so a vida privada a niveis fisicos e psíquicos mas tambem as proficiências do desenvolvimentos democráticos –ver nota ao pé-.
Voltar às formas das comunicações associativas originais (8) que podem ser achadas nas práticas estéticas (9) é uma estratégia possível para mudar os interesses impostos pelos domínios socioculturais, e que são transmitidos aos grupos sociais e familiares (10). Parece ainda mais apropriado para o desenvolvimento da sensibilidade estética a poesia narrada, já que das todas as linguagens narradas, a poesía entabula uma comunicação especial que sempre precisa dos sentimentos e da sensibilidade para poder integrá-la e compreender os multiplos sentidos das mensagens. Assim a língua poética pode-se aproveitar das infinitas possibilidades comunicativas e criativas que surgem de misturar meios e recursos narrativos tanto linguísticos quanto corporais (11).
Esse enfoque coincide com os procedimentos projetados pela Biblioterapia, que sao desencadeados pela leitura, a narração de histórias e a literatura em todas suas formas narrativas de materiais pré-selecionados de acordo com os temas que querem ser tratados, incluindo as atividades de leitura, escritura e audição que são assistidas por livros, folhas e filmes, tanto quanto que eles são alimentados de volta pelos comentários e posterior discussão num contexto de grupo (12). Do ponto de vista das experiências narrativas grupais, o conto popular –folclórico- aparece como uma construção narrativa que foi gerada em narrativas familiares e pequenos grupos com intenção comunicativa latente através de uma participação sequencial acumulativa de novos narradores que vao re-contar as histórias do narrador ou do texto literário original, recriándo-lo em forma e conteúdo (13). A nivel interpessoal a narraçao de contos pode favorecer a compreensão emocional assim como calmar a ansiedade de separação e o medo, quando as histórias são centradas na relaçao interpessoal de acordo as necesidades de quem as escuta. De acordo com esse princípio nós tivemos criado histórias para aliviar os sofrimentos e as angustias dos doentes terminais, que depois foram analizados por uma experta que determinou que todos os contos se dirigiam a neutralizar os temores de abandono destes doentes (14).
De maneira análoga, quando o funcionamento democrático é atacado na sua regulaçao narrativa natural por meios escuros de “inteligência”, torna-se urgente habilitar a versatilidade própria da democracia em aprofundar os discursos tanto quanto nas controversias. Nós propusemos a narração grupal de contos para facilitar a comunicação participativa da população que não se desenvolve por si só, mas precisa do treinamento tanto nas capacidades comunicativas pessoais quanto grupais (10), a fim que os discursos possam qualificar-se em associações de pessoas e grupos em vez de encorajar à concorrência desigual pelo domínio discursivo dos espaços narrativo. Precisa-se do desenvolvimento da sensibilidade estética que poderia ser favorecido por uma educação “moral” baseada na comunicação e na interação social, capaz de construir uma forma de vida pessoal integrada à comunidade, e assim projetar e transformar a realidade (15). Assim, C.F.Caldin da UFSC (Brasil) aplica a Biblioterapia á educaçao e a terapía das crianças internadas nos hospitales (16).
A linguagem poética e os mitos são parte dá fala brasileira fala brasileira diária (17): desde as diabruras do Saci ao “romance no sentido folclórico do termo” narrado por Macunaíma (18), a Literatura Brasileira (19) é rica em lendas e metáforas poéticas que conjugam sentidos corporais com emoções da sensualidade e da natureza, que são descritos pelos contos brasileiros célebres achando coincidências do sonido com a realidade quando "as mesmas bocas uniram-se na imaginação e fora dela” [Machado de Assis; Joaquim, “Uns braços”], ou salientam a visão com o temor das possíveis intenções perversas dos outros, quando os olhos ficam "fixando na treva atentos a qualquer ressaibo de luz e aos vultos silenciosos da escuridão" [De Andrade. Mário. (1923), “O besouro e a rosa”].
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No dia 31 de dezembro de 1999, eu cheguei a Rio sem reserva de hotel para essa noite, pero peguei flores e roupa brancas para ir a Copacabana a cantar e dançar com toda a gente esperando feliz o começo do novo século.
A cantar, na maré que vai
E na maré que vem
Do fim, mais do fim, do mar
Bem mais além
Bem mais além
Do que o fim do mar
Bem mais além                                          Canto de Iemanjá       Vinicius de Moraes

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                                       O colar da pedra de esmeralda

                Lola, a mãe de Alicia, era uma mulher que a natureza a apaixonava, sobretudo a floresta.que ficava ao redor da sua casa, no sul do Brasil.
            Pelas noites, aliciada pelo perfume e os sons que provinham do campo, saía a caminhar sozinha, o que sentia o momento mais feliz do dia. Então vestia-se como para ir de ver um amigo: a selva a-esperava também enfeitada de luzes noturnas e sons arrulhadores.
Em realidade, os pais de Alicia não tinham relação entre eles, práticamente não falavam e mesmo assim não dormiam no mesmo quarto. O pai tratava com desprezo a seu mãe, reprovando a sempre de algo. Ela não respondia, olhando o sem pestanejar, afastada em seus sonhos do diálogo verdadeiro, que -proibida de ter conversação alguma com os escravos- só mantinha com a filha e os animais.
Lola adorava o luar selvagem, longe das cidades; ele não, só morava lá obrigado pela fazenda e os cultivos de chá. Lola sentia deleite pela natureza, ele a ignorava: Lola tinha respeito sagrado pelo mundo interno das pessoas e os valores próprios de cada animal, planta e coisa; o marido só acreditava naquilo visto e concreto, na grana e nas condições que era preciso ter para uma boa colheita.
 As murmurações acrescentaram aoredor da mãe de Alicia: “ela tem um amante que a espera na floresta”. Alguns pretos supersticiosos disseram: “Ela conjura o diabo em danças de macumba”.
 Uma noite Alicia decideu seguir a sua mãe na vereda pela profundidade da mata. Aí a viu penetrar a selva por uma senda serpenteante perdendo-se entre as palmeiras e as flores selvagens que penduravan das gigantescas árvores, e depois, desaparecida, mudar a sombra fixa em movimento das canas. Alicia a seguiu de perto, e a-ouviu cantar murmurando: “mmmm...mmmm...mmmm”, o que fê-la lembrar.o tempo da menina, no qual ela mesmo tinha sido arrulhada quando não se podia dormir.
 De repente -ZAS!!!-, um som seco indicou a queda, seguido depois por um chapinhar agitado. Alicia escutou então a voz de mãe gritando: -Auxílio! Auxílio!-.
 Alicia correu apressadamente até o alagado onde ficava a mãe e prendeu um pau grosso para atingi-la desde a beira, sujeita ela mesma a um galho firme no chão. Prendida do pau, a mãe conseguiu incorporar-se, mas não pôde avançar um só passo já que Alicia não tinha força para tirar sua mãe e jogá-la fora.
-Mãe, procurarei ajuda! Não se-mova nem intente sair sozinha, porque seria pior, porque você submergeria mais na lama. Não desespere, que vou lhe trazer os criados para que a tirem daí.
Alicia já estava correndo, quando a mãe a deteve dum grito: -Alto! Ainda não vai...primeiro quero dizer algo para você...-.
-¡Mas mãe! ¡Não temos tempo a perder!- protestou Alicia.
-Olha filha: Eu tinha percibido a proximidade do día da minha desgraça, e por isso é que quero falar com você agora. Quero que saiba que esse luminoso colar de esmeralda no meu colo será para você se me moro.
-¡Mãe! ¡Eu não quero que você mora!, tenho que correr sem mais atraso para procurar que a salvem logo!-.
-¡Alicia! ¡Alicia! ¡Escuta o que tenho que dizer para você, por favor!-.
Alicia se-deter em plena corrida, e viu seu mãe, afundada até as cadeiras, falando tão serenamente como se estivesse deitando na sua cama. O colar dava belos tons a seu peito, e apesar da penumbra e os reflexos da água, a pedra difundia uma luz propria da cor verde parecida a seus olhos.
-Essa coleira nos têm pertencido as mulheres.de nossa familia por muitas gerações.. Meu mãe a deu me dizendo estas mesmas palavras, assim ela a recebeu da sua mãe, que a deu sua avó para ela. O colar tem uma força oculta, tendo o poder de trasmitir a paz completa da alma a quem o use, sempre que seja dado com esse amor de mãe a filha, sendo o presente mais prezado e a lembrança mais permanente que a mãe pode deixar-.
Daí Alicia lançou lhe um beijo no ar, e -levada quase por esse mesmo vento criado pelo beijo- percorreu velozmente o caminho da volta à casa, e uma vez lá chamou aos gritos a seu pai e aos criados pretos: -A mãe caiu num pântano! Temos que apurar-nos! Venham comigo! ...Eu conheço o caminho...-.
O pai de Alicia a subeu no seu carro junto a dois criados, e partiram em procura do pântano, pelas trilhas da floresta. Quando Alicia acreditou chegar à paragem onde tinha deixado a sua mãe, fez deter o carro, e todos desceram procurando-a.
-Mãe! Mãe! Não tenha medo que estou aquí! Eu lhe trouxe ajuda, cá somos muitos agora! ¡esponda por favor!-. Porém ninguém respondeu eles e ainda assim todos a procuraram e procuraram achar por todas partes.
 Os membros da patrulha subiram novamente ao carro, e assim foram por todos os caminhos possíveis que as árvores permitiam de passar, mas nenhum intento foi positivo no encontro desejado. O pântano parecia ter tragado a mãe sem deixar traços.
Na manhã seguinte a turma voltou na busca, e assim seguiram a semana toda. Ao final, o pai, que desde a primeira saida suspeitava encontrá-la morta, deu por acabada a empresa.
Os anos passaram, mas Alicia não pôde consolar-se jamais, e nas madrugadas que seguiram, lhe parecia escutar baixinho -longe por lá, provindo do fundo da selva-, a voz de sua mãe: “mmmm...mmmm...mmmm”, chamando-a como se fosse um gemido débil.
Na distança, afastada por sempre, os gemidos de Lola haviam detido faz muito tempo atrás. Porém tinham seguido mais do que pensarem a filha e o marido, porque os animais dà selva a tinham atingido o alimento necessário para seu sustento. Eles a tinham conhecido nas caminhadas no meio da oscuridade, quando os perigos tinham desparecido através do murmúrio feito pelos lábios entreabertos: “mmmm... mmmm...mmmm..." (atraidos e seduzidos pelo canto, os macacos a tinham trazido mamões e mangos; os quatis, peixes; e os pássaros, sementes de tâmaras). Quando seu corpo afundou mais, algumas plantas do pantanal fizerem nós, amarrando e enroscando-se aoredor dele. Além disso os fungos e as plantas parasitas construiram uma grossa casca que cobriu suas pernas apanhadas pelo lodaçal. Assím foi que, apesar do carinho e a atenção dos animais do bosque, a mãe de Alicia foi fraquejando cada dia mais, devorada pela fome do pântano. Num anoitecer claro de lua cheia namorada de outra estrela, disse as últimas palavras: -Lhes peço entreguem esse colar a minha filha. Vão achar-a na beira da floresta. Se me parece: é calada, muda de acento e de pensamento, e também cheia de luminosidade-.
 Porém o relógio dos animais não é o mesmo do que o dos homens. Por isso foi que o encontro ocorrei recém dois anos depois, quando se constitui a mesma conjunção da Lua e Júpiter no setor do céu que acrescentava a claridade daquila última noite de Lola. Então uma legião de animais tinha partido em exército para a casa de Alicia: uma multidão de pombas, garças, corujas, carajas, capivaras, cururus, tatus, veados, e outros animalzinhos, até aproximar-se a sua casa luminosa, ornamentada de lenços brancos voando ao vento e luzes de cores. Era a festa de quinze anos de Alicia, preparada para a grande dança à que viriam uma orquestra e muitos convidados.
Alicia olhou com assombro essa súbita procissão de animais emergendo da selva. Sem vacilar, saiu ao jardim, abandonou a casa, deixando-se conduzir pela banda de insólitos amigos que a-chevaram através dum trecho longe pela floresta, até chegar ao mesmo pântano onde havia deixado muito tempo atrás a sua mãe, prisioneira e sozinha.
Mas a mãe de Alicia já não estava no pântano. Em seu lugar a menina descubriu um copo de madeira retorcida feito de plantas ligadas entre si, como uma orquídea aflorada na turfa, que logrou apreender com ajuda dos macacos que tinham alimentado sua mãe. Ao pegar o copo, soube que ela não a tinha esquecida, cumprindo sua promessa, pois no interior do recipiente estava, assim uma presença amante que a-lembrava, o colar da pedra de esmeralda.

                                                                                          Quem sofre humilhação
                                                                                                   com dignidade,
                                                                                                   quem sem justiça nem razão
                                                                                                   leva pesada carga
                                                                                                   de outros, bem mais alem,
                                                                                                    voltará fortalecida, amanha,
                                                                                                    e será maior
                                                                                        nosso reconhecimento do seu amor

Julio E. Correa  CONTOS PARA AFASTAR-SE (Analise dos contos no artigo de Correa & Vázquez: referência 14)
Agradeço á Professora Adriana Almeida da FUNCEB a sua colaboração na a tradução do conto em Português.

Nota ao pé

”O discurso democrático constrói vários discursos, que são postos a prova em forma permanente através da confrontação e de mecanismos de controle externos diferentes, com a geração de áreas que permitem teste. No entanto, como o modelo democrático não pode garantir o respeito (dos discursos), os organizadores ou líderes tentam manter o domínio de sua posição de acordo com o modelo autoritário. (...) A este nível, um lugar preferido de ataque é aquele de subvertir a fundamentaçao dos argumentos, incidindo sobre as caracterizações pessoais (...) Isso desafia ao sistema para seguir uma dialética espiral auto-destrutiva ou, alternativamente, para testar o confronto: por exemplo, no processo de impeachment do presidente dos Estados Unidos (Bill Clinton) desenvolvido no congresso no início de 1999, o pensamento autoritário pode ser contestado no próprio molho ideológico si se responde corretamente na defesa dos valores pessoais:
Fiscal -"Você teve um relacionamento lasciva com o presidente?”-
Monica Lewinsky –“Eu manteve uma relação com o presidente”- (10: Weber & Correa, 2001).
Essa mesma modalidade autoritária de estabelecer culpas pessoais sem reparo nos dados objetivos das relaçoes interpessoais é preenchido por journalismo afim de atingir comparaçoes nao possiveis quando nao se têm en conta fatores do sesgo informativo ideológico que os jornalistas querem salientar de acordo aos pontos de vista que dao ressalto atrajente a sua nóta (20: Eichenwald, 2015), assim como suportar a sua própria ideología sesgada ou aquela conforme ao editor do artigo. O jornalista argentino Jorge Lanata que pesquisou a corrupçao dos governos argentinos de Néstor e Cristina Kirchner, ao longo da “rua do dinheiro K” náo exhibeu discernimento entre as condutas pessoais da presidente argentina com pesados cargos de corrupçao e estafa ideológica de tinte “progressiva” - fazendo discursos com a foto do Che Guevara como pano de fondo-, com as das presidente do Brasil Dilma Rousseff que tive compromiso idelogico de certeza com os ideais humanitários do Che Guevara, que nao dava crédito as "nacionalidades", mas aos homens: A coluna de Lanata do Sábado, 14 maio, 2016 do jornal “CLARIN” tem direito “Ladrões com máscara do Che Guevara”, afirmando que Cristina Kirchner e Dilma Rousseff não são tão diferentes já que a segunda “se escondeu sob a denúncia de um golpe de Estado, tanto como Cristina foi vitimada por Bonadio em Comodoro Py”, sendo “as dois cínicas no exercício do poder”, se bem “o crime pelo qual Dilma perdeu a presidência” so foi “ ter aumentado o orçamento público sem passar pelo Congresso”... Segundo a opinião do jornalista, a “opinião pública foi decisiva: ela nunca perdoou aqueles que roubaram a máscara de Che Guevara, mais severamente julgado até mesmo que a direita conservadora. Eles havia despertado neles a ilusão de uma mudança e não foram até as circunstâncias” (???).
Desde John Edgar Hoover que foi o primeiro Diretor do FBI dos Estados Unidos (21), a perseguição dos lideres políticos empregando métodos ilegais, intimidou e ameaçaram presidentes e funcionários deste país; hoje os sistemas da inteligência dos Estados Unidos ensinam estender a mesma metodologia por todo o mundo assim como incrementar os métodos ilegais nos "interrogatórios", que chegaram a níveis de "decepção, desonestidade e brutalidade" contra suspeitos de terrorismo que fizeram dizer ao presidente Barack Obama que “são contrários e incompatível com os valores do nosso país" (22): a aparência moral dos agentes é muito baixa e não diferente daquela de Hoover, atraído pelos pecados sexuais e idéias socialistas dos políticos contrários. Donald Trump põe a vida sexual de Bill Clinton no centro da sua campanha presidencial (23), entanto Hillary Clinton é perseguida por o “mail-gate”, um escândalo imaginário feito pelo jornalismo (20: Eichenwald, 2015). No Brasil a presidente Dilma Rousseff foi apontada em 2013 como alvo de espionagem pela NSA, agência de segurança dos Estados Unidos, em documentos classificados com ultrassecretos. A ação foi revelada pelo próprio ex-agente de inteligência da NSA, Edward Snowden ao jornal britânico "The Guardian". O Edward Snowden utilizou o Twitter para comentar a divulgação da conversa de Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "'Going dark' é um conto de fadas: três anos depois das manchetes de escutas de Dilma, ela continua fazendo ligações não criptografadas",  publicou (24). A expressão "going dark" ou "ficando no escuro", em português, é utilizada para se referir ao uso de criptografia em comunicações. Num discurso em Washington sobre criptografia, o diretor do FBI James Comey argumentou que Apple e Google estão potencialmente criando "um buraco negro para a aplicação da lei” (25). Em aparente correspondência, os patrões de punição e divulgação das filtrações informativas de materiais políticos/comerciais como os recentes Panama Papers são diferentes daquelas outras filtrações de materiais de inteligência da NSA,  feitas por Edward Snowden ou de outras fontes de serviços de inteligência militar que foram feitas por Julian Assange ou por Bradley Manning, severamente ameaçados e reprimidos tanto a nível pessoal quanto jornalísticos. Se as suspeitas do chanceler do governo argentino, Susana Malcorra, acerca duma questão de gênero contra Dilma Rousseff que ela visitou ao iniciar a gestão de governo de Mauricio Macri, a fim de "dar um sinal de proximidade e de prioridade", agora ela acrescentou sua percepção: "Para mim dá-me, com toda a honestidade, uma dor institucional profunda e dor pessoal profunda”; seria necessário contratar a turma de mulheres que fizeram pesquisas dos patrões que usaram para identificar os códigos políticos criminais, da maneira semelhante que fizeram com os patrões nazistas reproduzindo atividades de tarefas do Bletchley Park, 1943 –British wartime code-breaking center HQ, Bletchley Park–, reunidas em 1952 para rastrear um serial killer (The Bletchley circle “Cracking a killer’s code”, Netflix, 2014).
Os grupos de poder social que têm a primeira "responsabilidade em não tomar as medidas apropriadas para impedir danos ambientais tanto quanto evitar produzir danos irreversíveis nas espécies animais e vegetais e conseqüentes sofrimentos humanos se combina com um controle sinistro da conduta humana por máquinas cibernéticas (27), a fim de rastrear os comportamentos dos cidadãos e das organizações democráticas verdadeiras” (28).


REFERÊNCIAS
(1)    Correa, Julio Enrique (2016). Investigative report teams for the man and the environment quest. 2016’s Oscars BLOG “ARTE Y MEDIO AMBIENTE” ESICAS [Environmental Space interactions with Cultural-Art Space] lunes, 29 de febrero de 2016.
(2)    Pontual, Jorge (2015), Nova York, EUA Edição do dia 28/09/2015
(3)    Dilma Vana da Silva Rousseff, WIKIPEDIA.
(4)    Petit, M,, (2004). “La lectura en espacios en crisis”, [Conferencia], Seminario internacional «Lecturas, de lo intimo a lo publico», XXIV Feria del Libro Infantil y Juvenil, 15/11/2004, Ciudad de México
(5)    Petit, M., (2006). La lectura es mi país De paso n12006, Revista del CEPA Yucatán, Centro Penitenciario Madrid V.
(6)    Correa, J.E. & Hobbs N., (2007), “Storytelling to the group and group recreation of the story/ Narration du contes au groupe et recréation du conte pour le groupe”, Interfaces Brasil/ Canadá, 7: 109-135.
(7)    Correa, J.E. & Hobbs, R.N., (2009), “The group narrative of bereavement. Hypothesis about competition of social narrative and family narrative models” Human Systems: The Journal of Systemic Consultation & Management, Volume No 20, Issue 1, pp. 51-64.
(8)    Eisler, R., (1995), El cáliz y la espada –Nuestra historia, nuestro futuro-, prólogo de Humberto Maturana, Santiago: Cuatro vientos. 
(9)    Leborit, H., (1978), Biología y Estructura, Caracas: Tiempo Nuevo.
(10) Weber, M. & Correa, J.E., (2001). “Abordaje psicosocial del conflicto familiar y de pareja. El contexto sociocultural y la propuesta de Talleres de Comunicación”, Dinámica(Bs. As.), 13, Año 7 (4): 41-50.
(11) Correa, J.E., (2006).A narrativa poética: a recriação e interação pela concordância", Revista ACB: Biblioteconomia (Florianópolis, Brasil), v11, n. 2: 333-343 [http://www.acbsc.org.br/revista/ojs].
(12) Rubin, Rhea J. (1978). “Using Bibliotherapy: a guide to theory and practice“, London: Oryx Press,
(13) Correa, J.E., "La construcción narrativa grupal. Un modelo de narración de cuentos al grupo", Revista de Ciencias Sociales [Universidad de Costa Rica], 98 (IV): 137-153, 2002.
(14) Correa, J.E. & Vázquez, O.R., (1980), “Los dos cuentos: una investigación psicoanalítica del cuento de estructura maravillosa”, Ludo 4/5: 10-29.
(15) Stinson, S., (1998), “O curriculo e a moralidade da estética”, Pro-Posições 9 , Número 2 (26): 2
(16) Caldin, Clarice Fortkamp (2001). A leitura como função terapêutica: biblioterapia. Encontros Bibli:Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, (12), dez., 1-10. [Disponível em http://www.encontros-bibli.ufsc.br ]; (2002). Biblioterapia para crianças internadas no Hospital Universitário da UFSC: uma experiência. Encontros Bibli:Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, (14), out.,1-18.[Disponível em http://www.encontros-bibli.ufsc.br] ;  (2003). Biblioterapia para a classe matutina de aceleração da Escola de Educação Básica Dom Jaime Câmara: relato de experiência. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, 8 , jan./dez., 10-17.  [Ver ao pé meus comentários aos artigos desta autora]
(17) Vencovsky, Klaus, Video: “A poesia de cada dia”; Maio 1994, Aspectos da Cultura  Brasileira, Instituto Cultural Itaú
(18) Almeida, Adriana (2000). Literatura Brasileira, Fundação Centro de Estudos Brasileiros, [FUNCEB], Buenos Aires
(19) de Andrade, M., (1978), Macunaíma, a heroi sem nenhum caráter, Edição crítica de Telê Porto Ancona Lopez, Intodução dedicada A.M:Calvancanti Proença, Río de Janeiro: LTC.
(20) Eichenwald,  K., (2015) WHY HILLARY CLINTON’S “EMAILGATE” IS A FAKE SCANDAL  3/10/15 www.newsweek.com/hillary-clinton-emailgate-312784 
(21) John Edgar Hoover, WIKIPEDIA.
(22) Clarin.com   Mundo   09/12/14 “La tortura de la CIA fue mucho peor de lo que se conocía”
(24) Snowden 'regaña' a Dilma Rousseff por seguir utilizando un teléfono sin cifrado Publicado: 18 mar 2016 12:44 GMT actualidad.rt.com/ultima_hora/202380-snowden-dilma./ canalmatrix.wordpress.com/2016/03/18/snowden
(25) Apple, Google creating 'a black hole for law enforcement': FBI's Comey Eamon Javers@EamonJavers Thursday, 16 Oct 2014 | 2:47 PM ETCNBC.com
(27) Wiener, N. (1967). Dios y Golem S.A. México: Siglo XXI
(28) Correa, Julio Enrique (2015). BLOG “ARTE Y MEDIO AMBIENTE” ESICAS, A 2016 PROJECT, edited on 28/12/2015.



Dr. Julio Enrique Correa
M.P. 40.353
Médico Psicoterapeuta. Terapia Familiar
      Dirección : Pacheco de Melo 2949 2º"D"
                  (1425) Buenos Aires Argentina
                  TE.: (54 11) 4-8025950 
                         Matheu 291 (1878) QUILMES
                           (011) 4.2547131

e-mail: jecorrea@retina.a  jezhivago@yahoo.com.ar

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COMENTÁRIOS SOBRE OS ARTIGOS DE  CLARICE FORTKAMP CALDIN
          Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina
                                       Dr. Julio Enrique Correa

 Referências
(1)     A leitura como função terapêutica: Biblioterapia 
(2)     A oralidade e a escritura na literatura infantil: referencial teórico para a hora do conto
(3)     Biblioterapia para a classe matutina de aceleração da escola de educação bãsica Dom Jaime de Barros Cãmara: relato de experiência
(4)     A aplicabilidade terapêutica de textos literãrios para crianças
(5)     Biblioterapia para crianças internadas no Hospital Universitário da UFSC
(6)     Biblioterapia: Atividades de leitura desenvolvidas por acadêmicos do Curso de Biblioteconomia da Universidade de Santa Catarina

Índice dos assuntos escolhidos
Definição e Aspectos técnicos
Os autóres citados por Shrodes (1)
Orientações das estagiárias de psicologia (5)
A colaboração do equipe de enfermagem (5)
Parceria entre bibliotecário e equipe médica (5)
Pesquisa ex-post-facto (6) 
Seleção das histórias/ decisão sobre a metodologia e os recursos/ avaliação da função terapéutica da leitura (5)
Trabalho biblioterapéutico de 6 meses a 1 ano (6)

Educação e Comunicação
Empenho em incentivar a utlização da leitura como função terapéutica pelos bibliotecários (6)
A prazer e a utilidade fundidas (4)
Pela leitura obter aumento de capacidade crítica e crescimento de seu potencial reivindicatório (3)
Aprendizagem expressiva (3)
A intercorporeidade (6)
O texto literário seguido de conversa, discussão e do debate (6)
Disposição solidária e vontade de compartilhar bons momentos (6)

Os sentimentos e as emoções
Capacidade de perceber o que se passa no interior da pessoa (6)
A introspecção o capacidade de refletir sobre os sentimentos (1)
Expôr as angústias e medos com franqueza (3)
Lembrança da historia e sentimento de reconforto (4)
Lembrança para prolongar o efeito da historia (5)
A criação poética produz tensão e é seguida por un estado de alegría e de distensão (4)
O final feliz do conto que fornece segurança a criança de que a tristeza é passageira (4)
A catarse e a relativização da intensidade dos conflitos (6)
A situação de morte e luto (1)

Contos e Literatura infantil
 O conto de fadas que lida com limites impostos pelo medo (2)
A identidade humana respaldada pelos modelos literários das narrativas ficcionais (6)
Modelo comportamental quando penetra na história (4)
O ganso e a oca (2)
Mundo de contrários (4)

Poesia e Estética
Corroborar a idéia de que toda experiência poética é catártica (5)
poética da voz (2)
A justiça poética (2)
Utilização de poema e música (6)
A concepção de Aristóteles do espectáculo trágico, de transformar emoções negativas em prazer estético (1)
O conto infantil desenvolve de inteligência e sensibilidade estética (4)
Disminuir a ansiedade das crianças pela satisfação das necessidades estéticas (5)
O conto de fadas como obra de arte (4)
As qualidades poéticas do conto do fadas favorecem o desenvolvimento da sensibilidade artística da criança (4)
Pela fruição do literário satisfazer as necessidades estéticas do ser humano (3)

COMENTARIOS SOBRE LOS ARTÍCULOS DE  CLARICE FORTKAMP CALDIN
Respecto del concepto de Biblioterapia y sus aspectos técnicos
Las definiciones de la biblioterapia acuñadas por varios autores (1), pueden ser sintetizadas por la de "utilizar materiales de lectura seleccionados como adyuvante terapéutico en medicina o en psiquiatría" [Rhea Rubin “Using Bibliotherapy: a guide to theory and practice“, London: Oryx Press, 1978]: al respecto de esa aplicación clínica en el contexto hospitalario, parece fundamental la observación de la importancia del apoyo suministrado por la preparación previa del personal del equipo de enfermería así como la de los acompañantes de los enfermos, en su incidencia en la no interferencia de la actividad biblioterapéutica (5). Tomar en consideración el rol que con respecto a esa preparación y colaboración podrían cumplir las practicantes de psicología, tanto como la cooperación que es necesaria entre el bibliotecario y el equipo médico (5), subrayan la importancia que adquiere el trabajo interdisciplinario en la práctica de la biblioterapia, tanto por la complementaridad de diferentes roles profesionales que requiere como la por amplia serie de procesos interactivos entre agentes y materiales que entran en juego. Rubin (cit.) asimismo ha distinguido otros dos contextos aplicativos aparte del de la aplicación clínica original que corresponden a la Biblioterapia Educativa y a la Institucional-Informativa. En éstas últimas dos sub-disciplinas, el maestro y el bibliotecario tienen la competencia exclusiva, que en la primera generalmente poseen el médico y el psicólogo. Es posible que dado la prioridad que alcanzan la Medicina y la Psicología en el dominio del discurso científico en los niveles socio-cultural e institucional sea minimizado o relativizado el valor de las otras aplicaciones tanto como el rol que cumplen en ellas los profesionales de esas disciplinas y las formulaciones metodológicas correspondientes a sus campos -como aquellas de orden científico cualitativo que son empleadas por las disciplinas etnográficas y semiológicas, tales como los métodos de registro observacional-descriptivo e historiográfico (que por otro lado emplean la biología, la medicina y la psicología en las descripciones de estructuras y en el registro de casos clínicos)- [ver Adendo A].
Todo ello permite legitimar diferentes métodos para el trabajo de investigación biblioterapéutico: 1) el registro descriptivo de la experiencia o “caso”, aunque ésta no tuviese un diseño sistemático o no hubiese controlado variables [investigación “ex-post-facto” (6)], 2) el método experimental, que incluye diferentes pasos: desde el estudio minucioso del material, discusión de la metodología y recursos narrativos a ser empleados tanto como los criterios evaluativos usados en la selección de las historias en su función terapéutica (5), adaptación a cada situación y diseño de la planificación y evaluación experimental (Rubin, cit.). Asimismo la consideración de la duración de la experiencia es importante para poder ensayar su replicación, sólo adecuada a los objetivos del trabajo biblioterapéutico que puede requerir de un plazo largo [de 6 meses a 1 año (6)] o corto, sino de una sola administración.

Educación y Comunicación
 Por otra parte, si bien “el empeño en incentivar la utilización de la lectura como
función terapéutica por los bibliotecarios” (6), pueda desarrollar roles complementarios a los específicos, es necesario considerar fundamentos sólidos diferentes que los de la aplicación clínica para los objetivos informativos/ institucionales tanto como los educativos de la biblioterapia: por ejemplo, los objetivos informativos/ institucionales pueden basarse en el entrenamiento que brinda la lectura para aumentar la capacidad crítica y el crecimiento en los potenciales reivindicatorios (3), mientras que la aplicación educativa de la biblioterapia podría fundamentarse en “la fusión de placer y utilidad” (4) que obtiene.
Estos otros enfoques informativos y educativos requieren entonces del desarrollo de habilidades de comunicación útiles para ambos fines, entre los cuales figurarían el aprendizaje expresivo (3), la conversación intercorporal (6) y el estimulo de la disposición solidaria a compartir buenos momentos (6), además de la conversación, discusión y debate del texto literario (6), que es característica de la biblioterapia. Básicamente, podría decirse que tal ejercicio conduce a una integración de diversas habilidades comunicacionales ["communication skills"], que son subtendidas por las actividades de leer, escribir, escuchar  y ver -títulos y láminas de libros, películas-, que son desencadenadas por la lectura, la narración y la literatura en todas sus formas narrativas, realimentadas por comentarios y discusión subsiguiente en un contexto de grupo (Rubin, cit.). Ello permite afirmar que el proceso biblioterapéutico se caracteriza por la interacción recursiva de una multiplicidad de recursos, fuentes y materiales: por esto mismo la biblioterapia no puede explicarse por los mecanismos de "identificación" o "catarsis" que se manifiestan en el abordaje clínico, del mismo modo que no puede reducirse su método a un "listado" de títulos recomendados para tratar un tema. Esto obedece a una sobre-simplificación que es común a las "terapias", a las que suelen adherirse los adictos a la última pócima psico-farmacológica o elixir psicológico, o bien adherezar la diatriba de los contrarios, seducidos por los enunciados ontológicos de ser los poseedores de la verdad y de la mayéutica, y que en los afanes de mantener el dominio de la “cosa”, desdicen con los hechos todo enunciado o posibilidad real de trabajo interdisciplinario [ver Adendo B].

Sentimientos y emociones
El desarrollo que hace Fortkamp Caldin del concepto de catarsis permite enhebrarlo a los mecanismos de introyección, identificación y proyección que entran en juego para que se produzca la abreacción emocional y que corresponden a mecanismos defensivos a la vez que promotores de conciencia en la “reproducción personal” de la escena: la introyección que permite la identificación y finalmente la proyección abreactiva. Pero la experiencia artística con diseño “catártico” no permite inferir por sí misma cuál será el rumbo que el lector/ escucha o espectador tomen en el sentido de aumentar, negar o renegar de la experiencia emocional que la escena le haya suscitado, y por eso la biblioterapia precisa de una segunda instancia ya mencionada de conversación, discusión y debate (6), que permita arribar a una comprensión emocional más que racional o adictiva del “texto/ escena”. Para explicar el fenómeno abreactivo emocional resulta sustanciosa la particularización que ella hace de los mecanismos de (introyección)/ identificación, proyección e introspección estampados dentro de los textos literarios, que a su vez fundamentan como referencial teórico (4), la selección de los cuentos a ser empleados en las experiencias de biblioterapia con niños hospitalizados (5).
Esta cascada abreactiva emocional podría conectarse con la dinámica resultante de emociones y sentimientos a nivel de las funciones mentales: la capacidad de percibir que ocurre en el mundo interno personal (6), la introspección o capacidad de reflexionar sobre los sentimientos (1), la capacidad de exponer las angustias y miedos con franqueza (3). Igualmente el papel “liberador” que cumple el desenlace final de la historia, incide en respaldar sentimientos y emociones que son mantenidas a nivel de las funciones mentales luego de finalizado su relato o escenificación: el sentimiento reconfortado que evoca el recuerdo de la historia (4) favoreciendo la prolongación de su efecto (5), el estado de alegría y de distensión que sigue a la  tensión producida por la creación poética (4), la seguridad acerca de que la tristeza es pasajera –lo que  caracteriza al final feliz del cuento infantil- (4). En base a todo ello, puede decirse que “la catarsis es la relativización de la intensidad de los conflictos (6)”, ya que implica un trabajo personal con las emociones y sentimientos al mismo tiempo que se obtiene el respaldo del contexto o de los contenidos de la experiencia dramática. Esta propiedad permitiría indicar especialmente a la Biblioterapia para tratar la situación de muerte y duelo (1) [ver Adendo C].

Cuentos y Literatura infantil
A partir de la temática del abandono como eje central del cuento de hadas [investigación desarrollada desde la primer publicación en 1980 en la revista LUDO del grupo de Martha Salotti y Dora Pastoriza Etchebarne, dedicado particularmente a la narración y la lectura], he trabajado la vinculación del proceso desencadenado por el abandono y las pérdidas con los fenómenos "transicionales", desarrollando la hipótesis del papel de los cuentos como objetos transicionales "activados", que fundamentan emplear la narración de cuentos en el acompañamiento de los pacientes terminales dado que ayudan a recrear una vínculo fusional intenso con características creativas, que es reactivado debido al desprendimiento por la muerte –como por ejemplo se ha estudiado en el posible rol que podría haber tenido la poesía en el tramo final de la vida de una poetisa [T-B. Hägglund, “Dying. A psychoanalytical study with special reference to  individual creativity and defensive organization”, Monographs from the Psychiatric Clinic of the Helsinki University Central Hospital, 6, 1976], así como la composición de la ópera "La Flauta Mágica" –un verdadero cuento de hadas-, en el último período de vida de Mozart].
La exposición a situaciones límites de abandono, pérdidas y muerte son características del cuento de hadas y estaría ligada a confrontar al niño con límites impuestos por el miedo (2), lo que podría conceptualizarse como parte del aprendizaje emocional asociado a la función catártica que estas narrativas ficcionales desencadenan, ofreciéndose como modelos literarios de respaldo a la identidad humana en situaciones límites (6), brindando un modelo comportamental cuando el oyente penetra en la historia (4). Es interesante en relación a ello que esta narrativa presente un “mundo de contrarios” (4) o símbolos como los del ganso o la oca (2) -que recuerdan el derrotero medieval del ansar-, los que en forma semejante a los cuentos tradicionales, marcan simbólicamente un camino iniciático de pruebas [J.C. Cooper, “Cuentos de hadas. Alegorías de los mundos internos”, Málaga: Ed. Sirio, 1986], implicando un modelo desafiante en el respaldo de la identidad, más que uno que se pueda adquirir en forma pasiva, lo que señalaria una cuestión humana básica que se ha vuelto a plantear en esta época “posmoderna” [ver Adendo D].

Poesia y Estética
La aplicación de la biblioterapia a niños internados en el Hospital Universitário de la Universidad Federal de Santa Catarina “corroboró la idea de que toda experiência poética es catártica” (5). En base a las otras menciones que hace Fortkamp Caldin de lo poético, podría conjeturarse que ello surge desde una “poética de la voz” que la misma narrativa oral instala (2), al mismo tiempo que desde la propia fuente de los textos narrados, que -como lo harían los cuentos de hadas- introducen una noción de “justicia poética” a la resolución de conflictos humanos (2). La utilización de poemas y de música (6) –como ocurre con el relato folklórico- es por lo tanto una parte sustancial inherente a esta receta narrativa, que remarca el empleo de la rima y la concordancia entre la voz y texto, entre el decir y el sentir [J.E. Correa,  “A narrativa poética: a recriação e interação pela concordância", Revista ACB (Florianópolis, Brasil), v11, n. 2., 2006].
Esta concepción poética no es entonces sólo un aspecto formal de la narrativa que emplea la biblioterapia sino que supone una posición filosófica profunda de la estética, como lo es la “concepción de Aristóteles del espectáculo trágico, de transformar emociones negativas en placer estético” (1) y otras que Fortkamp Caldin recoge en sus artículos tales como: “el desarrollo de la inteligencia y la sensibilidad estética” inducidas por el cuento infantil (4) que se relacionarían de acuerdo a la noción anterior a la ”disminución de la ansiedad en los niños por la satisfacción de las necesidades estéticas” (5). La consideración del “cuento de hadas como obra de arte” (4), y sus cualidades poéticas abogarían por el “desarrollo de la sensibilidad artística del niño” (4) y a través del “usufructo de lo literario” llegar a “satisfacer las necesidades estéticas (que tiene) el ser humano” (3).
La problemática general de establecer qué incidencia tienen los códigos analógicos–imaginarios en la construcción de la estructura estética de las narrativas es un tema no determinado que debería estudiarse, a fin de poder valorar el papel que tienen en el estímulo y registro perceptivos. La aplicación de técnicas capaces de medir al registro en respuesta al estímulo estético en las construcciones narrativas de texto y pintura, tanto como su impacto en el juicio estético -al tiempo de considerar variables de capacidades artísticas y de entorno socio-cultural-, permitiría explorarlo. Al respecto he propuesto un proyecto de investigación que se fundamenta en la narración de cuentos y su narrativa “poética” que permitiría estudiar las capacidades estéticas ligadas a la construcción de narrativas de texto y de narrativa plástica [Ver Adendo E: "Estudio del registro estético en relación a la capacidad estructurante del estímulo perceptivo y a las capacidades artísticas: su incidencia en la narrativa de la historia y del dibujo"].
                                                                                                      Julio Enrique Correa
Consideraciones a partir de los artículos de Fortkamp Caldin
Julio Enrique Correa

 [Adendo A] A propósito de la metodología de la BIBLIOTERAPIA
La biblioterapia ofrece los mismos aportes que la narrativa oral y escrita han ofrecido durante siglos de transmisión oral y escrita a través de migraciones y traducciones por las diferentes lenguas (a propósito, le envío un archivo con cuatro diseños diferentes de esquemas biblioterapéuticos aplicados al aprendizaje de lenguas, que practiqué en un centro de formación de profesores y maestros de escuelas inglesas de Buenos Aires). En el plano del contexto individual (como la que requiere la fiel acepción de lo "clínico" -junto a la cama del enfermo-), son permitidas variaciones en su administración, como la que obliga: 1) ajustarla a niños (yo no conocía el libro de Rhea J. Rubin cuando hice mis primeros trabajos de narración de cuentos a pacientes terminales y luego aplicara ese desarrollo a una investigación sobre el cuento de hadas y los cuentos infantiles, que me fuera solicitado por Dora Pastoriza de Etchebarne y Martha Salotti del Instituto SUMMA de Buenos Aires, y confieso que me costó aceptar que lo que nosotros deciamos sobre la aplicación de esos cuentos a las "angustias de separación" que comparten niños pequeños que hacen el desprendimiento de su madres al entrar al jardín de infantes con los enfermos terminales de cáncer, estaba enunciado de alguna manera por Rubin cuando recomendaba cuentos y metáforas como material biblioterapéutico para niños -Correa, J.E. & Vázquez, O.R., “Los dos cuentos: una investigación psicoanalítica del cuento de estructura maravillosa”, Ludo 4/5: 10-29, 1980; Correa, J.E. & Vázquez, O.R., “Telling stories to terminal cancer patients”, Proceedings of the XIII International Cancer Congress, Seattle: 497, 1982-); o 2) utilizar en diferentes ocasiones materiales literarios de diferente estilo y carácter (como la "Terapia Poética" de Leedy).  En el contexto grupal la experiencia de biblioterapia aporta una metodología de observación "etnográfica" por el coordinador de lo que sucede en el grupo envuelto en la lectura colectiva de un mismo material del que todos tienen copias, seguida de la promoción de los comentarios si éstos no surgen en forma espontánea, tanto como la orientación a la discusión de la temática que provean auténtica comprensión emocional.
Tomando en cuenta a este punto de vista, puede argumentarse que el mismo término "Biblioterapia" da cuenta solamente de su aplicación clínica, por lo que el mismo podría cuestionarse de raíz si fuesen considerados ámbitos de aplicación más vastos que aquel de la "terapia", como son los de orden cultural, antropológico, político, sociológico y económico, tal como lo plantea la lectura en relación a los diferentes espacios en crisis (Michéle Petit, “La lectura en los espacios en crisis”*, 2004). Ello remarca la naturaleza interdisciplinaria a que convoca este conjunto de ópticas de observación que coincide con la novedad que aporta la Biblioterapia en ofrecer una experiencia única para el encuentro y el trabajo interdisciplinario -tanto por sus diferentes contextos aplicativos como por los diferentes roles profesionales que entran en juego-, que es contradicho en su práctica como sucede frecuentemente en la interdisciplinaridad [Ver Adendo B]. Esto mismo podría explicar el trámite costoso y lento a lo largo del tiempo de las contribuciones dirigidas construir una ciencia cuyo objeto de estudio considere sobre todo la capacidad del libro en generar "conversaciones" significativas con él a diferentes niveles  ("Using literacy conversations for healing: the significant conversionalists", Cindy Gillespie Hendricks, James E. Hendricks & Lessie L. Cochran). Es posible conjeturar entonces que todo ello obedezca a que esta ciencia recorra el dificultoso camino de sabiduría que representa el símbolo de una vieja tortuga –como a uno de los libros más antiguos y sagrados, los que en total no responden a un sólo autor sino a muchos autores a lo largo de varias generaciones (John Blofeld, I Ching: the book of change, London: George Allen & Unwin, 1965/ 1976)-. Podría decirse entonces que se trata de un camino de “identidad divina” que habla “menos de Dios, que del hombre en su búsqueda y descubrimientos que él pueda hacer en ese camino... No busquéis en él respuestas hechas, sino aquella que aparecerá cuando la
pregunta sea correctamente realizada” (Marc-Alain Ouaknin, autor de “Bibliotherapie, Lire
c'est guerir, Paris: Le Seuil, 1998).
Si aplicamos un esquema conversacional dialógico al método científico, las preguntas científicas no estarán predeterminadas por las hipótesis que sustentan las disciplinas que las enuncian sino que se desarrollan y perfeccionan entre sí a través de una interacción cada vez más libre y recreadora:
                                                                      
                        Pregunta                              Hipótesis
 


 La biblioterapia ofrece a la ciencia un diseño interactivo entre procesos que integran métodos y materiales en una construcción dialógica, lo que conducie a plantear un comentario respecto de la parcialidad de las concepciones que son avaladas por posiciones de "dogmatismo" científico en ese matrimonio particularmente siniestro que desarrollan con las disciplinas culturalmente dominantes, por lo que indirectamente se avala que determinados objetos y fenómenos científicos puedan ser definidos por una sola acepción, la que a su vez inhibe en aceptar la descripción de fenómenos o aspectos del objeto diferentes de la propia epistemología -que bien pueda ser incluso parcial o errónea.
Quizás la Biblioterapia debería ser tan solo una disciplina parte de una Ciencia de la Narrativa Oral y Escrita, o bien de otra que englobe a los Procesos de comunicación y a la Etnografía. Es probable que nuestro propio sometimiento a escuelas de diferente extracción cultural (sea anglosajona, francesa o de la morfología rusa), lo que ayuda a que este campo científico haya madurado tan poco en relación a lo inmensamente rico de su acervo. ¡Sería tanto más enriquecedor que las contribuciones acerca de la naturaleza de los mecanismos que se ponen en juego en el proceso de lectura/ escucha/ visión, comprensión y narración escrita, plástica y oral en contextos individual y grupal interactivos, abrevasen a un mismo campo científico! La observación de un panorama integrador, que indique al investigador una paridad de intereses y puntos de vista a compartir con otros observadores ubicados en los terrenos de otras disciplinas, permite encontrar puntos de encuentro no obstante cual sea la disimilitud de idiomas o códigos científicos, tal como sucede cuando dos observadores miran para la misma estrella o grupo de estrellas y en el esfuerzo de reconocer la ubicación, pueden también reconocer una zona de la existencia común.
[Adendo B] BIBLIOTERAPIA: múltiples voces e interdisciplinariedad
Considero que el esquema de trabajo grupal e interdisciplinario que propone la biblioterapia está muy pobremente desarrollado en todas partes, incluso en esos países en donde surgió como disciplina, y que sus pioneros siguen aún tan solos como imagino a Vladimir Propp en la estepa rusa, con un regalo de taxonomía para la humanidad aún poco comprendido y explotado. Quizás el destino de todos los que nos ocupamos de la literatura, los cuentos, las narraciones, los libros sea semejante al de los héroes de sus relatos, que marchan solos e incomprendidos, ávidos de encontrar tesoros y seres encantados en lugares muy lejanos en el espacio y en el tiempo. Lo que no podemos permitirnos es no escucharnos entre nosotros. Estimo que en ese sentido, la Biblioterapia provee de un terreno común que aún no está saturado de ideología psicológica y ello favorece más que la tertulia de expertos y eruditos, la conversación de profesionales de diferente formación y capacidades entre sí y con las narraciones de hombres, mujeres y niños a través de sus propios relatos, entre las que figuran las de poblaciones de culturas sometidas -como las de escasa alfabetización y pauperización de nuestros medios sociales latinoamericanos-.
Podría conjeturarse que el hecho que hace que la interdisciplinaridad sea sólo una profesión de fé, se deba a que las asociaciones entre diferentes disciplinas corresponda en realidad a grupos multidisciplinarios que conservan una identidad profesional correspondiente al liderazgo del rol profesional en los órdenes social y cultural: en el caso de la Biblioterapia un conjunto de los integrantes de varias disciplinas que no cuenta en realidad con paridad o complementaridad en las capacidades ejecutivas, organizativas y cooperativas que proclama su ejercicio. Ello podría depender de que tales grupos
multidisciplinarios sean parte de sistemas socioculturales agrupados en niveles jerárquicos
de dominio que lo impiden: por ejemplo en el área de las ciencias de la salud casi siempre es el médico el habilitado en dirigir al grupo de miembros que responden a disciplinas auxiliares de la medicina. Este punto de vista podría llevar a preguntar incluso si es debido a su nacimiento e inserción dentro de un área disciplinaria de la Bibliotecología dependiente de la medicina**, que la historia de la Biblioterapia haya sido tan inefectiva en imponerse como disciplina y hacer reconocer sus beneficios, no obstante la reseña extensa de estudios que fundamentan su empleo (Rubin, cit; Shrodes, cit.) y la variedad de aplicaciones secundarias a que puede dar lugar ("Using literacy conversations for healing: the significant conversionalists", Cindy Gillespie Hendricks, James E. Hendricks & Lessie L. Cochran).
"En nombre de la interdisciplinaridad uno recibe al otro o va de visita a lo del vecino. Pero la mayoría de las veces es para confirmar la identidad y el lugar propios en la república de los sabios (...). Ese intercambio de cumplidos deja entonces las cosas como están. Me parece preferible practicar otra cosa: la transdisciplinaridad (...). Esta actitud considera a las disciplinas como formaciones históricas constituidas en torno a objetos litigiosos" [Jacques Rancière, "L'inconscient esthètique", 2001, Éditions Galilée, Paris].
Desgraciadamente, en la lucha por haberse merecedor de la verdad consagrada ha sembrado sino de sangre y despiadado rencor o crueldad extrema –como lo han demostrado la historia  de las civilizaciones y religiones que aún siguen condenando a los habitantes del mundo-, sino a una falta de honestidad en el reconocimiento de las contribuciones de otros al cofre del saber universal que ha abonado la pérdida del aprovechamiento de los esfuerzos concentrados comunes por los diferentes estudiosos que pudieran aportar elementos complementarios y enriquecedores a la definición de objetos y fenómenos de los diversos campos, disciplinas y sub-disciplinas.
[Adendo C] Aplicación de la Biblioterapia al tratamiento de la situación de muerte y duelo
Las observaciones de Michelle Petit acerca de la "apropiación y el secuestro" de lo literario señalan acerca de la acción de las catástrofes y crisis sociales actuales que afectan el lugar en el que se vive reactivando "el miedo al abandono" y produciendo "afectación de la autoestima y del sentimiento de continuidad de sí mismo", pero que al mismo tiempo "pueden estimular la creatividad y la capacidad de inventar". Los duelos producidos por la
afectación de los desplazamientos que sufren las poblaciones, implican pérdidas debidas a
"la separación de los familiares", que sobredimensionan otras como "la pérdida de la casa en la que uno vivía, de los paisajes que uno amaba" [M. Petit, "La lecture dans des espaces en crises”]. Por otro lado si la injuria y la muerte desencadenan una respuesta de reorganización biológica [como hemos postulado recientemente junto a un embriólogo de la Academia Nacional de Medicina: "Injury and death in the embryo development process: Hypothesis of biological self-organization", O.D, Bustuoabad and J.E.Correa, Frontier Perspectives 13 (2): 34-38, 2004], una «crisis libera al mismo tiempo fuerzas de muerte y fuerzas de regeneración», y con ello "contribuye a que se elaboren otros equilibrios en nuestro psiquismo" (René Kaës, citada por M. Petit) Por ejemplo:
1) a nivel personal, la acción restauradora que alcanza la literatura en los niveles reparadores y constructores de la identidad personal, al rehabilitar las raíces de identidad grupal/ cultural postergadas por la necesidad de adaptación a la cultura adoptiva, a través de tender ligámenes o "puentes de continuidad" entre diferentes universos culturales, y sobretodo, dar lugar a la narración de historias secretas, ocultadas debido a motivos de vergüenza o gran padecimiento.
2) a nivel social la interacción de situaciones interculturales que juegan los migrantes [M. Petit, “Lectura y exilio"] y el papel de la literatura en el desarrollo de la identidad personal y de los desempeños personales [M. Petit, "La lectura reparadora"], aportando un lugar de defensa de la propia historia para "resistir mejor" al embate sino digamos de la cultura dominante, de la "cultura global" económica-militar actual-, al mismo tiempo que donar la posibilidad de co-construir esa historia con otras realidades culturales, de acuerdo a las habilidades y orientaciones personales de un/a "bricoleur/euse" que va perfeccionando su técnica a lo largo de sus lecturas, crecimiento, experiencias, encuentros y paso del tiempo, hasta alcanzar esa "integración de la historia personal" y avanzar a la "elaboración de una identidad plural, flexible, abierta" [conferencia "Lectura y exilio"]. En ese sentido, sería de interés comparar las actitudes culturales y capacidades de integración inter-cultural de poblaciones apareadas en las variables educativas y socio-culturales, que recibieran o no tal entrenamiento de lecturas.  Ello debería demostrar el papel decisivo de esa contribución formativa en las áreas de integración cultural y desempeños en desarrollos de la propia cultura, tanto como en los espacios inter-culturales; en el mismo sentido que una provisión de recursos económicos y organizacionales de poblaciones carenciadas ha demostrado hacerlo en los desarrollos personales que abarcan desde la salud mental a la capacitación educativa, según un estudio desarrollado conducido en la Children Guidance Clinic de Philadelphia (Alberto Serrano, comunicación personal). La relación entre la regeneración narrativa de las pérdidas a que se ve naturalmente emplazado el migrante y el trabajo personal de "descubrimiento y construcción" del Si mismo -sino a "la reconstrucción de una representación de sí mismo",-viene a entroncarse con el trabajo de duelo, obligando a "confrontarse al extranjero en si mismo" ["La lectura reparadora"], particularmente en situaciones de enfermedad tanto como en otros momentos de crisis donde se juega la separación del otro y/ o la del propio cuerpo o vida (como en el caso del protagonista de Camus, en quién precisamente la imposibilidad de ese clivaje entre su Si mismo y la pérdida debida a la muerte de su madre que es descrita en esa célebre frase del comienzo de la novela, determinará su indefensión frente al tribunal "social" que lo condena a una sanción injusta de muerte inmerecida).
[Adendo D] El juego de la oca
Este juego se denominó también “juego de la vida humana” o “juego de la virtud premiada y del vicio castigado” y su derrotero es un equivalente popular del laberinto del arte sagrado. En la oca se concentran símbolos de la alquimia y de la habilidad de la escritura, siendo la mano palmípeda expresión de la capacidad operativa del espíritu sobre la materia [Rafael Alarcón, A la sombra de los Templarios. Los enigmas de la España mágica, Barcelona: Martínez-Roca, 2002].
De acuerdo a un método narrativo de construcción de historias grupales [Correa,
J.E. Rev. de C. Sociales (C.Rica) 98: 137-153, 2002], presenté este juego metafórico en
calidad de poster a un congreso de Psiquiatría [“El juego de la flauta del gato de Cheshire“,
XI Congreso Internacional de Psiquiatría, Buenos Aires, Octubre 2004]. El mismo planteó a los participantes sortear obstáculos o aprovechar ventajas en la progresión interactiva con el Poster [diseñado al igual de los juegos de mesa sobre un tablero montado en el espacio de exhibición] y desafiar a través de la tirada de dados a diferentes paradigmas -en los casilleros numerados-, que históricamente entroncaron concepciones sociales acerca de la conducta humana denotativas de reprobación o punición con rotulaciones y terapéuticas psiquiátricas, frente a los que surgieron rupturas epistemológicas y creación de nuevos paradigmas en las disciplinas que abordaron las conductas humanas y sociales, que continúan llamando a la puerta de cada profesional a la hora de ejercer su profesión.


[Adendo E] Proyecto de investigación
"Estudio del registro estético en relación a la capacidad estructurante del estímulo perceptivo y a las capacidades artísticas: su incidencia en la narrativa de la historia y del dibujo" Julio Enrique Correa y Margarita de Artiagoitia.
               Puede conjeturarse que la comprensión de la multiplicidad de sentidos propios de la narrativa del ser humano es “dramatizada” especialmente en la narración grupal intercultural [Correa & Hobbs, “Story telling to the group and group recreation of the story/ Narration du contes au groupe et recreation du conte pour le groupe”, Sent for publication to Interfaces Brasil/ Canadá, 2006]. Esta se patentiza en las dificultades de comunicación entre culturas y lenguas diferentes, por la preponderancia que adquieren los códigos de comunicación digital-lógica  en los canales lingüísticos correspondientes a los diferentes idiomas, desafiando el empleo de códigos polisémicos de la comunicación analógica, por lo tanto siguiendo los órdenes de comprensión afectiva que organizan la comunicación narrativa de los grupos familiares.
              Estas condición retornaría en la comunicación grupal de individuos en situaciones sociales de desamparo, tal como sucede entre hombres agrupados alrededor de la fogata en medio de las noches en el territorio desconocido, sea en el desierto, la estepa o la llanura, como aquella ejemplar de los grupos de “cazadores” pretéritos. Estas mismas características se potenciarían en las condiciones de aislamiento físico y social de individuos que a la vez estrechan las posibilidades de contacto y comunicación, como ocurre en el caso de los migrados. Podemos inferir que en el ejemplo milenario de los migrados nómades, estas condiciones eran reaseguros para la sobre-vivencia grupal, mientras que las mismas no son mantenidas en vez para los millares de inmigrantes furtivos de nuestro tiempo, que realizan "desplazamientos" que constituyen verdaderas crisis psíquicas y sociales [Fernando de Toro, S/R; Schervier, Z. “Brasileiros no Canada: em busca de segurança?”, Interfaces Brasil/ Canadá, 5: 231-252, 2005], tras pugnar alcanzar a toda trance el cobijo en países de culturas dominantes, que a su vez, imponen un tránsito por los “no lugares” de la cultura sobre-moderna [Augé, M., Los “no lugares”, Buenos Aires: Gedisa,1994], que inhiben precisamente del contacto y la comunicación necesarias para este estilo de construcción narrativa. El interés de determinar un método de estudio de tales códigos analógicos-imaginarios se torna por lo tanto fundamental para comprender la dinámica de ese lenguaje y el papel que tiene en la comunicación intercultural, para diseñar estrategias que la favorezcan. Al mismo tiempo ello permitirá implementar este saber como una guía que ayude en la construcción de narrativas que operen como "puentes de imágenes" en el lenguaje, su adquisición, su práctica y sus giros.
            La narración de historias en grupos tiene una función familiar y social de estimular la comunicación interactiva y creativa entre sus miembros, ya que puede considerarse a la narración de cuentos como una construcción grupal que congrega a varios autores -individuos y grupos, narradores y escuchas- que cuentan y re-cuentan las historias, desarrollando a lo largo de dicho proceso la recreación de una nueva historia desde la historia original. La dinámica recreadora grupal a partir de la narración de un cuento acerca de una temática de protagonismo individual (heroica) transforma el argumento original centrado en un solo protagonista en uno nuevo conformado por la interacción de varios personajes, debido al interjuego de todos los participantes en la recombinación de sus aportes narrativos -Por ejemplo, en un taller grupal sobre duelo realizado en Montréal con participantes anglófonos y francófonos, el aspecto esencial de la versión del cuento recreado por el grupo se centró en la experiencia de compartir vivencias personales de pérdidas, lo que devino en la intención final de remontar la distancia debida a la diferencia de lenguas [Correa & Hobbs, 2006 –cit–]–.
           La posibilidad de cuantificar determinantes de la percepción que intervienen en la construcción de narrativas (de Artiagotia y Correa, “El Test de Relaciones Objetales de Herbert Phillipson: Definición y Estimación de parámetros cuantificables de contenido y estructura”, Acta Psiquiátrica y Psicológica de América Latina, 51 (2): 120-131, 2005), podría proveer de una vía de investigación para ello, y dado que tal exploración compromete al campo de investigación de la estética, podría definirse como propósito temático del presente estudio al rol de la percepción en la construcción de narrativas de texto y de imágenes o de plástica -dibujo y pintura-.
           El proyecto de investigación que se propone aquí refiere a este campo de intereses. En estudios previos desarrollados por nosotros, hemos evaluado la posibilidad de aplicar Tests proyectivos basados en láminas realizadas con técnica de dibujo -Test de Philllipson- [de Artiagotia y Correa, 2005 –cit–], o de pintura -test de Rorschach- [Correa y de Artiagotia, “Una aproximación a la evaluación estética en una población normal: el grado o desagrado de las láminas del Rorschach“, Revista Perspectivas en Psicología (Revista de Psicología y Ciencias afines, Facultad de Psicología de la Universidad Nacional de Mar del Plata), Volumen 2, (1), 64-69.  2005], a investigaciones complementarias a las clásicas en los aspectos interpretativo-diagnósticos a que se aplican usualmente dichas pruebas, como lo es la posibilidad de definir un rol para los determinantes perceptuales en el campo de investigación de la estética y la creatividad artística. En ese sentido, creemos que la determinación de parámetros de valoración estética en las respuestas a un test adicional del Rorschach y a las láminas del Test de Philllipson, abren la posibilidad de aplicar estos tests proyectivos a un campo de investigación complementario al clásico en los aspectos interpretativo-diagnósticos, tal como lo es el estudio del rol de los determinantes perceptuales en la creatividad artística. En nuestros estudios mencionados hemos demostrado la posibilidad de evaluar el juicio estético a través del test de agrado o desagrado de las láminas del Rorschach y de discriminar la construcción de narrativas de contenido (historias) y de estructura (categorías “estético-plásticas” del dibujo, que definen a la figura y a la relación figura/ fondo), en las respuestas perceptuales a las láminas del Test de Phillipson. Por lo tanto, postulamos que la aplicación de técnicas capaces de medir variables perceptuales del registro estético que inciden en las construcciones narrativas, incidirá en establecer el papel que esos parámetros tengan en la definición de tales actividades, tanto en la construcción de las narrativas literaria y pictórica, como en la exploración de la relación entre estos dos tipos de narrativas con el juicio estético. Todo ello podría aportar un modelo para el estudio del rol de la percepción en la actividad estética, que lleve a esclarecer y profundizar la comprensión de los elementos que intervienen en la comprensión o juicio estético.
Estimamos que de convalidarse nuestros propósitos en la investigación acerca del rol de la percepción en la respuesta al estímulo imaginario respecto de su incidencia en el juicio estético, se posibilitaría estudiar fenómenos tales como: 1) los de la sensibilidad artística y los procesos imaginarios de la creatividad y la ensoñación activa; 2) profundizar en las determinaciones que alcanzan en la conducta y en el desarrollo de la personalidad, la creatividad artística y su posible aplicación a la educación artística 3) posibilitará incluir la consideración de variables trans-culturales en el campo específico de la comunicación intercultural, que pudieran incidir en los parámetros estéticos, y aplicarse luego a estudios acerca del papel de la imagen en el aprendizaje de segundas lenguas. [Aspectos de este proyecto fueron recientemente presentados a becas otorgadas por dos instituciones del Canadá (“A Study on aesthetics judgement as related to aesthetics perceptual determinants, artistic skills and sociocultural environment variables. Construction of a cibernetic instrument of data processing” by J.E. Correa, M. de Artiagoitia & Lara M. Correa)|.



* Conferencia leída en el Seminario internacional «Lecturas, de lo intimo a lo publico», Consejo Nacional para la Cultura y las Artes –Conaculta-, XXIV Feria del Libro Infantil y Juvenil, México.
** La historia de la medicina ha mantenido su "fidelidad" a un orden filosófico más que a uno de campo científico, capaz de garantizar su dominio sociocultural (que inicialmente respondiera a dos escuelas filosóficas o bien dos “socio-culturas” o enfoques constructivos socioculturales enfrentados que sustentaran respectivamente el monismo mente y cuerpo y el dualismo mente/ cuerpo), a la vez que ello condiciona su inmersión dentro del "orden de la cura". Sin embargo, como le sucede a la neurosis en sus afanes de poder, desconoce lo que subyace en el inconsciente de sus raíces -que la Antropología se ha encargado de querer estudiar y definir- y fracasa en reconocerse completamente en sus parientes ancestrales que se nutren de la magia y la religión. Desde esa  postura, avala con el visto bueno otorgado por la esfinge para liderar en su reino, la tendencia a sobre-simplificar al conjunto de elementos del sistema de conocimiento a dos términos polares que son reducidos a términos de dominio cultural y grupal en las categorías del saber/ ignorar, equivalentes a la simplista antinomia del bien/ mal. Si un enfoque científico debe discernir cuáles son los fenómenos correspondientes al campo y cuáles a otros órdenes naturales que corresponden a otros campos, numerosos ejemplos dentro de la historia de la Medicina  demuestran el reduccionismo de los elementos de su sistema a la jerarquía de la categoría que los ordena en mérito de un supra-orden relativo a la cura o a la "terapéutica": por ejemplo en un principio la materia de la Alergia incluía dentro de su "campo" a fenómenos que en realidad correspondían a la Inmunología, y que hoy en día responden a esa otra disciplina si bien aún es posible hallar que puedan permanecer asociadas en capítulos de libros o departamentos hospitalarios de "Alergia e Inmunología". Asimismo el descubrimiento del valor dinámico del inconsciente psíquico por el discípulo de Charcot que permitió trascender las fronteras de la neurología y la psiquiatría, avanzando en territorios de la psicología, la filosofía, la moral, el arte y la literatura, no logra a pesar de esas contribuciones, definir el campo científico que es propio del/ los fenómeno/ s de “lo inconsciente” y sigue siendo una técnica terapéutica que pretende englobar a las otras disciplinas como “supra-ciencia”.

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